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será que também existe vida imbecil em outros planetas?”
(Millôr Fernandes, gênio)
A vida como processo de maturação, a maturação como um caminhar para a morte. Frustra-se quem procura em “Amor” qualquer conforto mágico ou moral. Michael Haneke é honesto consigo próprio e com o tema que o escolheu: a morte não faz concessões. Então como confrontar essa áspera verdade quando despidos das nossas ilusões? Etc..., por Muriel Paraboni. Leia mais |
Aqueles que acreditam na existência do Mensalão e concordam com as condenações dadas pelo STF devem ler o livro de Paulo Moreira Leite para conhecer e entender os pontos de vista de quem, feito o autor, pensa que o julgamento foi injusto e favoreceu a acusação. Ele não está sozinho nisso, como sabe qualquer brasileiro com acesso a revistas e internet. Letra A, com Rafael Fais. Leia mais |
Quem critica os costumes pasteurizados atuais e valoriza mais elegância, espírito e autenticidade é tachado de careta ou patrulheiro, mas Paulo Francis tinha razão: a maior patrulha é a da mediocridade. Ele, aliás, muitas vezes se referia à peça “O Rinoceronte”, de E. Ionesco, metáfora do pensamento de manada, ao apontar contra o senso comum. Palimpsesto, com Lucas Colombo. Leia mais |
Enquanto os católicos deste país discutem, com muita urgência e necessidade, se Deus é brasileiro, já que o papa é argentino, os adeptos da religião pagã do blues mantêm-se tranquilos, certos da procedência de seus líderes na Terra. Na Igreja de Eric Clapton dos Santos dos Últimos Acordes, há também três reis magos: B.B., Freddie e Albert King. Toca-disco, por Moziel T. Monk. Leia e ouça |
Entre os piores fatos de 2012 no Brasil, estão as mortes de pessoas que contribu- íam para deixar o país menos burro, como Millôr. Ele se foi, justamente, no ano em que se lembrava dos também grandes Paulo Francis (15 anos de morte) e Nelson Rodrigues (100 anos de nascimento). Pois eles têm obras e vidas que se aproximam em vários aspectos. Palimpsesto, com Lucas Colombo. Leia mais |
Dentre os filmes de 2012, guardo mais na lembrança o que vi de diferente. O alemão “Kill me” tem um argumento original, e o uruguaio “A culpa é do cordeiro”, diálogos fortes. Ambos foram exibidos na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. “Shame” é outro destaque do ano. Já “On the Road” decepcionou. Letra A, com Rafael Fais. Leia mais |
Lançada em 1928 e encerrada em 1975, a antológica O Cruzeiro é tema de uma exposição fotográfica, em São Paulo. São mais de 300 imagens feitas por fotógrafos renomados. Após 38 anos do seu fim, a revista continua referência para nossa imprensa, também pela maneira (inovadora, para a época) com que trabalhava com as imagens. Linotipo, com Leandro Schallenberger. Leia mais |
Estava entre o sono e a vigília. O primeiro turno havia deixado todos da equipe exaustos! Ele ainda mais, pois não conseguia desacelerar os pensamentos que ora o levavam a crer na derrota anunciada, ora numa reviravolta que também para ele seria um ganho de ânimo para lavar a alma. Não dormia direito há dias. Letra A, com Rafael Fais. Leia mais |
Explicam como cultural o desinteresse da maior parte da sociedade pelo julgamento no STF, como sintoma das carências em educação e do parco envolvimento do brasileiro com a vida política. Historicamente, nenhum ‘mensalão’ tende a estragar nosso churrasco de domingo, à espera do futebol. Especial O Mensalão e Nós, por Leandro Schallenberger. Leia mais |
Estacionou e entrou no banco. Meia hora depois, voltou ao carro com os 50 mil reais, sacados a pedido do marido. Ela estava apenas cuidando de mais um dia em sua vida. Mas se questionava o porquê da sensação de estar vivendo algo diferente, mesmo num dia em que tudo estava tão igual a todos os outros. Especial O Mensalão e Nós, por Rafael Fais. Leia mais |
- E este mensalão aí, hein? Ainda não terminou o julgamento desse troço. - Parece que vai longe. Tem um monte de réus. - Também, tudo ladrão nesse país!... - Ah, e certo que vai acabar em pizza, né? Como sempre. - Certo que vai. Não sei como pode ter tanto bandido lá em Brasília. - Também não sei. Não dá para entender. - É. Especial O Mensalão e Nós, por Lucas Colombo. Leia mais |
Muitos clientes, hoje, usam as redes para reclamar do mau funcionamento de bens que adquiriram, o que levou as empresas a criar o SAC 2.0, com equipes inteiras treinadas para atendê-los via Facebook, por exemplo. Isso expõe outra faceta do site, que não só a de agregar amigos. Letra A, com Rafael Fais. Leia mais |
Um conselho comum que se ouve quando alguém quer virar escritor é que a pessoa deve “escrever sobre aquilo que conhece”. Felizmente, quem tenta escrever qualquer coisa que preste, conseguindo ou não, logo percebe que essa dica é uma furada. Isso, porém, não quer dizer que a tentação não exista. Existe, e eu acabo de ser vítima dela. Etc..., por Fabiano Schüler. Leia mais |
Nesses 30 anos, o cinema talvez seja a arte argentina que mais tem tratado de frente a Guerra das Malvinas. Dramas bélicos como “Los chicos de la guerra” e “Iluminados pelo fogo”, e até romances e comédias como “O mesmo amor, a mesma chuva” e “Um conto chinês”, mostram, em chave crítica, toda a insensatez daquele conflito. Palimpsesto, com Lucas Colombo. Leia mais |
Que história pensamos escrever no Face, enquanto a nossa real acontece na aspereza das relações cara-a-cara, sem a facilidade de excluir pessoas que não somem da nossa vida como somem do perfil? Quem não conheceu o mundo sem web corre o risco de crer que a grandeza de um ser humano pode ser medida pela aceitação ou rejeição numa rede social. Letra A, com Rafael Fais. Leia mais |
Treze anos depois da sua morte, Kubrick, como todo autor de uma obra clássica, ainda desperta curiosidade e gera discussão. Criações suas como “2001 – Uma Odisseia no Espaço”, “Barry Lindon”, “O Iluminado” e “Nascido para Matar”, notáveis pela criatividade e refinamento técnico, mostram seu comprometimento com o fazer e pensar o cinema. Linotipo, com Leandro Schallenberger. Leia mais |
Reúno neste ensaio imagens dos caminhos que percorri durante minhas viagens e descobertas, do interior do estado do Rio Grande do Sul a Barcelona, na Espanha, e Siemermann, na Alemanha. Como diz uma letra de Paulinho Moska, "Eu amo a corrida, e não a linha de chegada / Eu amo a estrada, eu amo estrada". Enquadramentos, por Danny Bittencourt. Veja mais |
Este texto é insuficiente para dizer tudo o que aprendi com Daniel Piza e salientar a importância dele para a imprensa cultural brasileira das últimas duas décadas. Morto no dia 30/12, aos 41 anos, Piza foi responsável, ao lado de Paulo Francis e Millôr, por me fazer querer ser jornalista cultural. E um jornalista cultural como ele, denso, provocativo, original. Palimpsesto, com Lucas Colombo. Leia mais |
Francis: We belong to a time when Brazil was a civilized country. / Nelson: O Brasil é incrível. O problema são os idiotas. Nas horas de crítica à pátria, você vira um cretino fundamental. / Francis: E com esse ufanismo você vira um subdesenvolvido. Mais pobre o país, mais nacionalista. / Millôr: O Brasil é um filme pornô com trilha de bossa nova. Palimpsesto, com Lucas Colombo. Leia mais |
A mostra “Em nome dos artistas”, em São Paulo, trouxe a polêmica obra do artista inglês Damien Hirst em que corpos de um bezerro e sua mãe, cortados ao meio, aparecem num tanque com formol. Ele se apropriou de um elemento já existente na natureza e o expôs como se fosse de sua autoria. Não misturou tintas, combinou materiais ou interferiu. Há arte nisso? Letra A, com Rafael Fais. Leia mais |
Considero Philip Roth o mais forte escritor da atualidade. Sua grande literatura me prende desde que, há anos, li o polêmico “Complexo de Portnoy”, de 1969. Nos também marcantes “O Animal Agonizante”, “Homem Comum” e “Indignação”, os quais lançou na última década, trabalha o tema da doença e da morte, tornado o principal de sua obra recente. Palimpsesto, com Lucas Colombo. Leia mais |
politicamente correto Uma vez que deixemos de equalizar “ser politicamente correto” com “honrar a educação que mamãe me deu”, o que resta? E isso que resta, presta? Acho que o leitor já deduziu, a partir do título desta postagem, que em minha opinião há, sim, resíduos, e não, esse resíduos não prestam muito. Etc..., por Carlos Orsi. Leia mais |
Best-sellers como “Lendo Lolita em Teerã” ajudaram a dar mais visibilidade, no ocidente, ao fanatismo islâmico e à repressão a que este submete as mulheres. No livro, a prof. Azar Nafisi lembra as aulas de literatura que promovia em sua casa, às escondidas. Entre leituras de clássicos ocidentais, as alunas falavam de suas vidas e da violência que sofriam. Letra A, com Rafael Fais. Leia mais |
Os filmes “Tempos Modernos”, “O Garoto” e “O Grande Ditador”, por assim dizer, ‘resumem’ Chaplin: trazem a combinação da ingenuidade do personagem Carlitos com a perspicaz crítica de seu criador, somada aos valores da época em que foram feitos. Aliás, Chaplin punha sua visão política nos roteiros de forma bastante sutil. Linotipo, com Leandro Schallenberger. Leia mais |
“Vivemos num mundo saturado de narrativas. Hoje, a própria vida cotidiana, íntima, quando nas redes sociais, vira uma história. Parte do papel que a literatura cumpria tá mesmo ocupado por cinema, TV, web... tudo é narrativa. O interessante é ver como a literatura tem reagido a isso.” Entrevista com Daniel Galera, por Lucas Colombo, Flávio Aguilar e Leandro Schallenberger. Leia mais |
Um dos mais polêmicos (e lidos) jornalistas americanos de todos os tempos, Mencken tinha no humor rebuscado sua arma demolidora. Nada era sagrado para ele. Escritores, religiões, o “American way of life” e o próprio jornalismo estiveram entre seus alvos. Expunha ao ridículo ideias e argumentos, com muito estilo, deixando uma série de artigos memoráveis. Etc..., por Moziel T.Monk. Leia mais |
O que vou escrever agora talvez seja uma novidade bombástica para muita gente envolvida em debates no Twitter ou em blogs: fechar-se numa igrejinha ideológica e lançar suspeitas de conspirações funestas e intenções macabras sobre quem discorda da, ou questiona a, teologia da sua seita particular não é exercer o senso crítico. É abster-se dele. Etc..., por Carlos Orsi. Leia mais |
O “toca-disco”, dessa vez, é um “três em um”. Abordo aqui três intérpretes e compositores sobre os quais há tempos quero escrever: o violonista brasileiro Chico Pinheiro, a cantora e pianista canadense Diana Krall e o guitarrista americano John Pizzarelli. Todos elegantes, hábeis e apreciadores de boas canções, sem importar o gênero. Toca-disco, por Lucas Colombo. Leia e ouça |
Este ensaio é sobre a interface natureza-sociedade na Bolívia, país vizinho cujas beleza, diversidade e cordialidade me agradam muito. Mostro imagens das montanhas andinas, da região do Lago Titicaca, de plantas e animais nativos e de belas ruínas incas e pré-colombianas. Enquadramentos, por Leonardo Fleck. Veja mais |
Vou entrar nesse que é um dos debates quentes do momento. De lados opostos, estão os defensores do livro tradicional, a acreditar na manutenção das edições em papel, e os fãs de tecnologia, a crer numa total migração para e-books e na morte do meio impresso. Seguindo minha série "anti-apocalíptica", digo que, para mim, os dois suportes coexistirão. Linotipo, com Leandro Schallenberger. Leia mais |
Admirado por Bukowski e pelos beats, “Pergunte ao Pó”, de John Fante, é a obra-prima de um autor preciso na tarefa de gravar profundidade em uma história aparentemente banal. A busca pela fama como escritor do pobretão Arturo Bandini e sua relação com a garçonete Camilla são contadas por meio de uma prosa espontânea, crua e irônica. Redemoinho, com Flávio Aguilar. Leia mais |
Há no Brasil uma carência grande de discussão, de troca de argumentos de qualidade. Nosso senso comum não tolera opiniões fortes e contrárias a condutas nacionais e confunde debater com brigar. Mas é preciso discutir. Ideia também existe para ser questionada. Toda cultura necessita de conflito. / E ainda: o Instituto Cultural Inhotim, de MG. Palimpsesto, com Lucas Colombo. Leia mais |
O famoso livro “Para Ler o Pato Donald”, de Ariel Dorfman e Armand Mattelard, apresenta os personagens dos quadrinhos de Disney como instrumentos de divulgação sub-reptícia da “ideologia capitalista americana”. É uma teoria conspiratória boba, que só mesmo os esquerdistas mais xiitas (e ultrapassados) podem levar a sério. Etc..., por Moziel T.Monk. Leia mais |
“Será que literatura não deveria voltar a ser briga de trânsito, com reações fortes? Falta passionalidade, se importar, fazer barraco. Tá tudo muito civilizado. Isso não indica amadurecimento, mas covardia.” Entrevista com Fabricio Carpinejar, por Lucas Colombo, Flávio Aguilar e Leandro Schallenberger. Leia mais |
“Nessepaís”, o idioma anda tão maltratado quanto a paciência de quem acompanha política. Reclamar, porém, desperta a ira dos politicamente corretos. Para tal turma, criticar os erros de português alheios é “elitismo” – como se só ricos e diplomados falassem direito... Palimpsesto, com Lucas Colombo. Leia mais |
No ônibus para ir de Londres a Paris, via Eurotúnel, senti o atual contraste entre o Reino Unido e a França, no que tange ao problema social que os franceses enfrentam com os imigrantes. A maioria dos passageiros era desses imigrantes, pobres como o veículo em que estávamos. Paris é, por muitos, vivida à sombra de suas luzes e jardins. Vasto Mundo, por Flávio Aguilar (de Londres). Leia mais
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1. Você é mesmo um brasileiro típico? - Com certeza! Sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor. 2. O que lhe faz ter orgulho do Brasil? - Ah, muita coisa... Temos uma natureza exuberante, um povo cordial e pacífico, um cinema maduro e variado... 3. Bem, vamos por partes... O brasileiro é “cordial” em que sentido? Palimpsesto, com Lucas Colombo. Leia mais
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A impressão, ao ver os cartazes de filmes, livros, exposições e outros eventos culturais afixados nos trens londrinos, é a de que a cultura, aqui, é um mercado forte, com produtos vendidos e consumidos avidamente. São opções às quais brasileiro algum está acostumado. O Brasil, porém, têm espaço marcante entre essas várias atrações. Redemoinho, com Flávio Aguilar (de Londres). Leia mais
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