Qual é a frase do ano?

"Sarney não pode ser tratado como uma pessoa comum."
"Estou me lixando para a opinião pública."
"'Cause this is thriller, thriller night..."

 
 



O MM descansa nas próximas semanas. Até a volta!


Menos luz no fim do túnel
No ônibus para ir de Londres a Paris, via Eurotúnel, senti o atual contraste entre o Reino Unido e a França, no que tange ao problema social que os franceses enfrentam com os imigrantes. A maioria dos passageiros era desses imigrantes, pobres como o veículo em que estávamos. Paris é, por muitos, vivida à sombra de suas luzes e jardins. Vasto Mundo, por Flávio Aguilar (de Londres). Leia mais


Cole’s the top
Sobre Cole Porter, morto há 45 anos, muito já se sabe: teve uma vida agitada, escreveu grandes temas de musicais e filmes, compôs “Night and day”... Portanto, apenas ressaltarei aqui o prazer de se ouvir uma canção sua, pelas melodias complexas e pelas letras espirituosas, que tratam das delícias da vida - como “You’d be so nice to come home to”. Toca-disco, por Lucas Colombo. Leia e ouça


Fast food cultural
As pessoas, hoje, parecem fruir da mesma forma, e entender do mesmo modo, livros, filmes e músicas. Empurram-se para assistir a um romance adolescente como “Crepúsculo”. E se uma obra artística exigir reflexão e apreciação calma, há susto e reclamações. A discussão feita na mídia de P. Alegre sobre a validade da arte contemporânea é um exemplo. Linotipo, com Leandro Schallenberger. Leia mais


Ele é Carioca – Ruy Castro
Seus textos são bem peculiares. Sempre com uma metáfora inteligente e hilária para soltar, Ruy Castro faz referências sofisticadas ao mesmo tempo em que fornece uma torrente de informações. Tudo sem que nos cansemos ou percebamos, de tão agradável que é a leitura. O jornalista e escritor, porém, é mais conhecido por suas ótimas biografias. Etc..., por Moziel T.Monk. Leia mais


Racismo: teoria e prática
Em Londres, cidade cosmopolita, multicultural, cabem todas as raças, credos e preconceitos. O negro aqui, porém, não sofre pior tratamento do que no Brasil. Aliás, as maiores demonstrações de racismo que presenciei ou das quais tomei conhecimento nos últimos meses vieram justamente de brasileiros. Redemoinho, com Flávio Aguilar (de Londres).
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Entrevista com um brasileiro
1. Você é mesmo um brasileiro típico?
- Com certeza! Sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor.
2. O que lhe faz ter orgulho do Brasil?
- Ah, muita coisa... Temos uma natureza exuberante, um povo cordial e pacífico, um cinema maduro e variado...
3. Bem, vamos por partes... O brasileiro é “cordial” em que sentido? Palimpsesto, com Lucas Colombo. Leia mais


Ida ao teatro
O 16º Porto Alegre Em Cena, ocorrido em setembro, lotou os teatros da cidade. O público pôde conferir montagens dos circuitos nacional e internacional. Comento, aqui, quatro espetáculos que vi – entre eles, a peça “Medida por Medida” (foto), de Shakespeare, e a performance do grupo vocal israelense The Voca People. Linotipo, com Leandro Schallenberger. Leia mais


Relembrando Clifford
Talvez o pop eleve o 25/06 a dia santo devido à morte de Michael Jackson, mas o Jazz tem prerrogativa pela data... Em 1956, na madrugada de 25 para 26, morreu num acidente o trompetista Clifford Brown, jovem e em plena atividade. Ele já era mais que uma promessa e já deixara sua marca no gênero, tanto por seu talento quanto por seu perfil incomum. Etc..., por Moziel T.Monk. Leia mais


Cultura no Underground
A impressão, ao ver os cartazes de filmes, livros, exposições e outros eventos culturais afixados nos trens londrinos, é a de que a cultura, aqui, é um mercado forte, com produtos vendidos e consumidos avidamente. São opções às quais brasileiro algum está acostumado. O Brasil, porém, têm espaço marcante entre essas várias atrações. Redemoinho, com Flávio Aguilar (de Londres). Leia mais


Apenas um sonho
Kate Winslet é uma atriz incrível, com uma intensa mistura de beleza e talento. Nos filmes pelos quais foi premiada neste ano, “Foi Apenas um Sonho” e “O Leitor”, mostra-se cheia de sutilezas. Nenhuma dessas produções é inesquecível – mas a presença dela, em ambas, o é. Como diz a canção, “ah, se eu pudesse entrar na sua vida”... Palimpsesto, com Lucas Colombo. Leia mais


Delírios monumentais
O documentário “Arquitetura da Destruição” (1992), dirigido pelo sueco Peter Cohen, é um dos melhores filmes já feitos sobre o nazismo. Além de ter um conteúdo muito informativo, ainda apresenta uma interessante (e escabrosa) tese sobre os desvarios de Hitler: a de que o nacional-socialismo foi, também, um projeto estético. Linotipo, com Leandro Schallenberger. Leia mais


Iguaria musical
O Nouvelle Cuisine foi uma das melhores coisas da música brasileira nos anos 1990. Num cenário dominado pela estética do bobo ‘rock nacional’, o quinteto, que tinha o ótimo Carlos Fernando nos vocais, surgiu relendo standards do jazz (como “Embraceable You”) em arranjos suaves e minimalistas. Sucesso de crítica, merece que o relembremos aqui. Toca-disco, por Lucas Colombo. Leia e ouça


Nostalgia
O fotógrafo Marco A.F. apresenta, neste ensaio, um recorte nostálgico de uma cidade que existe somente em sua imaginação. As imagens em preto e branco foram obtidas com uma câmera de plástico Holga e filmes 120mm com o prazo de validade expirado. Nostalgie-se. Enquadramentos, por Marco A.F.
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A bola da vez?
Ainda não ouvi, neste país tropical, uma opinião contrária à realização da Copa do Mundo de 2014. A aclamação parece unânime. Criticar o evento talvez dê motivo para linchamento em praça pública, mas sou obrigado a apresentar minhas ressalvas. Em especial, sobre a insinuação de que a Copa pode melhorar a infraestrutura do país. Linotipo, com Leandro Schallenberger. Leia mais


Obama e Lula, nada a ver
Como todo clichê, essa ideia de que Obama é “o Lula americano” não resiste a uma análise mais aprofundada. São várias as diferenças entre eles. Obama cursou universidade, conhece bem a História de seu país, foge a dicotomias, não disse uma coisa a vida toda para chegar ao poder e fazer outra, admitiu que errou na escolha de ministros... E Lula? Palimpsesto, com Lucas Colombo. Leia mais


O Manifesto Sabe-Tudo
O problema do Brasil é que as pessoas têm nojo de gente sabida. Gente pedante. Não querem nem de longe ser vistas como parte dessa laia. Deus me livre e guarde de ser um sabe-tudo. Desconhecer é o novo preto. É daí que vêm, e é assim que se perpetuam, o voto errado, o ciclo de pobreza, a falta de oportunidade, o poder paralelo, a Lei de Gérson... Etc..., por Fabiano Schüler. Leia mais


Cuidado: metáforas!
Há quem diga que as metáforas são o modo que Lula encontrou para melhor se expressar, mas parece evidente que ele tem gerado mais controvérsia do que entendimento ao usá-las. Como quando falou que a crise fora causada por atos de “brancos de olhos azuis”. Era para ser um mero pronunciamento e virou um festival de declarações infelizes. Linotipo, com Leandro Schallenberger. Leia mais


Todos os gadgets do presidente
Pela primeira vez na História, um chefe de estado, Obama, mostra interesse real em quebrar um paradigma entre governantes e governados: substituir os monólogos midiáticos por diálogos, sobretudo através da web. A migração da Casa Branca 1.0 para a 2.0, porém, pode ser traumática. Etc..., por Leandro Demori. Leia mais


Jung, Millôr e Sylvia Plath
Uma das melhores poetas do século 20, Sylvia Plath tem uma obra intensa, confessional, reflexiva, além de tecnicamente rigorosa. Citei-a numa conversa e lembrei que assistira ao filme “Sylvia” (2003). Pouco depois, me deparei com o longa passando no Telecine. Seria a tal da Sincronicidade, para C. G. Jung – ou Ocasionalidade, para Millôr Fernandes... Palimpsesto, com Lucas Colombo. Leia


Poesia sob o tapete
Charles Bukowski, morto há 15 anos, escrevia como um bêbado que conta histórias em um bar. Confirmando a qualidade do grande escritor, que sabe ser universal ao ambientar suas tramas todas no mesmo lugar, o Velho Safado encontrava em seu cotidiano banal os elementos necessários para dissecar a natureza humana. Redemoinho, com Flávio Aguilar. Leia mais


Muitas conexões
“Obama é o homem certo para estes tempos terríveis, mas ricos em oportunidades históricas. Os americanos e o resto do mundo devem se orgulhar da eleição dele. A tarefa agora é não ficar deslumbrado e julgá-lo por seu desempenho presidencial. Seu governo está em uma enrascada devido à grave crise econômica.” Entrevista com Caio Blinder, por Lucas Colombo. Leia mais


Cortázar sem bandeiras
Morto há 25 anos, o escritor Julio Cortázar manteve presença constante no debate político de seu tempo, fortemente polarizado. A distância que conseguiu estabelecer entre seu ativismo político e sua produção literária altamente experimental, porém, não foi suficiente para evitar críticas reacionárias sobre sua obra. Redemoinho, com Flávio Aguilar. Leia mais


Tipo raro
“Machado de Assis leu o Brasil como ninguém. Era monarquista, mas abolicionista e democrático. E mostrou como a alma brasileira vive num Fla-Flu eterno, como um adolescente romântico. Ele não aprovaria Lula. Veria no atual governo o mesmo velho problema brasileiro, a cultura oligárquica.” Entrevista com Daniel Piza, por Lucas Colombo. Leia mais


Livros bons de dizer que leu
Contrariando minha sede por livros não-lidos, tive um surto e quase dupliquei a quantidade de livros lidos este ano. Devorei, inclusive, alguns clássicos, já que é sempre bom fazer aquela média de que lê livros legais. Vamos então aos meus “5 livros bons de dizer que leu”. Entre eles, Dostoiévski e Fitzgerald. Etc..., por Pedro Jansen. Leia mais


Viagem ao interior da China
Durante o rigoroso inverno chinês, fiz uma viagem de 12 dias pelo que chamo de “núcleo-duro” da China. Trata-se da região sentido norte-sul, entre os rios Amarelo e Yangtze. Saindo de Pequim, embaixo de neve, iniciei o roteiro por Beijing, com uma visita ao Parque Jingshan, situado atrás da Cidade Proibida. Vasto Mundo, por Márcia Schmaltz (de Pequim).
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Esaú, Jacó e um genial autor
“Esaú e Jacó” pode não ser considerado o melhor romance de Machado de Assis, mas mergulhar nele é uma experiência magnífica. O componente político da obra é forte. Nas suas desavenças, os gêmeos Pedro e Paulo representam as discussões ideológicas do período pré-republicano no país. Especial Machado de Assis, por Leandro Schallenberger. Leia mais


De médico e louco...
Em “O Alienista”, a loucura, ou o estudo dela, é antes de tudo uma arma com a qual Simão Bacamarte cresce aos olhos da sociedade. Uma sociedade deslumbrada pelo poder, pela fama e rendida aos encantos da Ciência. E é com um sentimento que mistura piedade, sarcasmo e muito humor que Machado constrói sua crítica àquela época. Especial Machado de Assis, por Vássia Silveira. Leia mais


O (não) fabuloso destino
de Rubião

“Ao vencedor, as batatas!”. Machado diz pela boca de Quincas Borba a frase que melhor resume o livro. Ao receber a herança de Quincas, Rubião se vê como grande vencedor após 40 anos de uma vida fracassada, mas não imagina a batata quente (desculpem) que tem nas mãos. Especial Machado de Assis, por Flávio Aguilar. Leia mais


Machado afiado
Uma das características mais interessantes da obra machadiana, entre tantas, é o uso da ironia. Análises e mais análises já foram feitas sobre esse tema, mas as discussões não se esgotam. Machado emprega a ironia para denunciar aquilo que o ser humano tem de ruim e, ao fazer isso, acaba criando uma coisa muito boa: cumplicidade com o leitor. Especial Machado de Assis, por Lucas Colombo. Leia mais


A Itaguaí machadiana é o Brasil
Assim como o povo da Itaguaí de “O Alienista”, o brasileiro se afunda em impostos. Nossa carga tributária alcançou, em 2007, incríveis 36,08% do PIB. Foram arrecadados R$ 1,053 trilhão (!) em tributos, no ano passado. Agora eu pergunto: o que tem sido oferecido de volta? Palimpsesto, com Lucas Colombo. Leia mais


“O Segredo” é estelionato
Essa tal “lei da atração”, consubstanciada no livro e no filme “O $egredo”, é uma enorme picaretagem para tirar dinheiro de otários. Felizmente, há blogueiros que se dão o trabalho de fazer uma apuração mínima para desmascarar a aura científica disso tudo. Este texto partiu da curiosidade em saber quais eram os pesquisadores sérios emprestando seus nomes a um estelionato. Etc..., por Marcelo Träsel. Leia mais


À luz de Lampião
Você ainda duvida de que Lampião existiu? De que Maria Bonita, Corisco e toda a sua trupe andaram mesmo pelo nordeste brasileiro nos anos 20 e 30 do século passado, cortando cabeças e fazendo justiça à sua maneira? Pois o livro “Cangaceiros” escancara a veracidade desses fatos. Telescópio, com Deise Martins.
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Sobre Lula-lá
No governo, Lula se revelou um emblema do que há de mais arcaico na política brasileira: o populismo, o fisiologismo, a vista grossa com a corrupção, o compadrio, o descaso com a educação, o apego ao poder. Tudo o que o PT condenava quando estava na oposição. Palimpsesto, com Lucas Colombo.
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Pobre cultura gaúcha
Fico meio chocado com o jornalismo cultural gaúcho. Não só pelo bairrismo ou pelo ufanismo. A total ausência de crítica também não me assusta mais. O que me deixa mais perplexo é uma soma que vem se provando fatal: incapacidade plena de falar mal de qualquer coisa que seja e a mais profunda ingenuidade. Etc..., por Bruno Galera. Leia mais