O que você não aguenta mais ouvir?

Vizinhos
Dizerem que o mensalão foi uma farsa
Adele

 
 


“Pra bom entendedor meia palavra basta (entendeu, ...ecil?).”
(Millôr Fernandes, gênio - 1923-2012)


Os desastres da guerra
Nesses 30 anos, o cinema talvez seja a arte argentina que mais tem tratado de frente a Guerra das Malvinas. Dramas bélicos como “Los chicos de la guerra” e “Iluminados pelo fogo”, e até romances e comédias como “O mesmo amor, a mesma chuva” e “Um conto chinês”, mostram, em chave crítica, toda a insensatez daquele conflito. Palimpsesto, com Lucas Colombo. Leia mais



Ensaio sobre o Facebook
Que história pensamos escrever no Face, enquanto a nossa real acontece na aspereza das relações cara-a-cara, sem a facilidade de excluir pessoas que não somem da nossa vida como somem do perfil? Quem não conheceu o mundo sem web corre o risco de crer que a grandeza de um ser humano pode ser medida pela aceitação ou rejeição numa rede social. Letra A, por Rafael Fais. Leia mais



Kubrick - final
Treze anos depois da sua morte, Kubrick, como todo autor de uma obra clássica, ainda desperta curiosidade e gera discussão. Criações suas como “2001 – Uma Odisseia no Espaço”, “Barry Lindon”, “O Iluminado” e “Nascido para Matar”, notáveis pela criatividade e refinamento técnico, mostram seu comprometimento com o fazer e pensar o cinema. Linotipo, com Leandro Schallenberger. Leia mais



Kubrick
O diretor americano, um dos maiores do cinema, foi um transgressor, alguém que rompeu com as convenções da produção cinematográfica de seu tempo. Foi também, pessoalmente, um enigma: quase não aparecia em público ou dava entrevistas. Fez (relativamente) poucos, mas memoráveis filmes - entre os quais “Spartacus” e “Dr. Fantástico”. Linotipo, com Leandro Schallenberger. Leia mais



Estradas e caminhos
Reúno neste ensaio imagens dos caminhos que percorri durante minhas viagens e descobertas, do interior do estado do Rio Grande do Sul a Barcelona, na Espanha, e Siemermann, na Alemanha. Como diz uma letra de Paulinho Moska, "Eu amo a corrida, e não a linha de chegada / Eu amo a estrada, eu amo estrada". Enquadramentos, por Danny Bittencourt. Veja mais



Uma lágrima para Piza
Este texto é insuficiente para dizer tudo o que aprendi com Daniel Piza e salientar a importância dele para a imprensa cultural brasileira das últimas duas décadas. Morto no dia 30/12, aos 41 anos, Piza foi responsável, ao lado de Paulo Francis e Millôr, por me fazer querer ser jornalista cultural. E um jornalista cultural como ele, denso, provocativo, original. Palimpsesto, com Lucas Colombo. Leia mais



Diálogos da Corte
Francis: We belong to a time when Brazil was a civilized country. / Nelson: O Brasil é incrível. O problema são os idiotas. Nas horas de crítica à pátria, você vira um cretino fundamental. / Francis: E com esse ufanismo você vira um subdesenvolvido. Mais pobre o país, mais nacionalista. / Millôr: O Brasil é um filme pornô com trilha de bossa nova. Palimpsesto, com Lucas Colombo. Leia mais



Vaca profana
A mostra “Em nome dos artistas”, em São Paulo, trouxe a polêmica obra do artista inglês Damien Hirst em que corpos de um bezerro e sua mãe, cortados ao meio, aparecem num tanque com formol. Ele se apropriou de um elemento já existente na natureza e o expôs como se fosse de sua autoria. Não misturou tintas, combinou materiais ou interferiu. Há arte nisso? Letra A, por Rafael Fais. Leia mais



Cordel de 2011
A Dilma é faxineira. Ela nunca tem culpa. Só pode ser brincadeira. Obama matou Osama. Amy bebeu até cair. Nada mudou. Radicais ainda contam piadas sem graça. No Rio, na Band ou na USP. E tem o Bolsonaro! Se acalme, meu caro: após o comercial, casamento real. W.Street é ocupada. Seriam, de novo, os hippies? Ou jovens com flores e dinamites? Nada mu-
dou. Etc..., por Lucas Barroso. Leia mais



Roth, o maior escritor
Considero Philip Roth o mais forte escritor da atualidade. Sua grande literatura me prende desde que, há anos, li o polêmico “Complexo de Portnoy”, de 1969. Nos também marcantes “O Animal Agonizante”, “Homem Comum” e “Indignação”, os quais lançou na última década, trabalha o tema da doença e da morte, tornado o principal de sua obra recente. Palimpsesto, com Lucas Colombo. Leia mais



Minhas objeções ao
politicamente correto

Uma vez que deixemos de equalizar “ser politicamente correto” com “honrar a educação que mamãe me deu”, o que resta? E isso que resta, presta? Acho que o leitor já deduziu, a partir do título desta postagem, que em minha opinião há, sim, resíduos, e não, esse resíduos não prestam muito. Etc..., por Carlos Orsi. Leia mais



Páginas contra o fanatismo
Best-sellers como “Lendo Lolita em Teerã” ajudaram a dar mais visibilidade, no ocidente, ao fanatismo islâmico e à repressão a que este submete as mulheres. No livro, a prof. Azar Nafisi lembra as aulas de literatura que promovia em sua casa, às escondidas. Entre leituras de clássicos ocidentais, as alunas falavam de suas vidas e da violência que sofriam. Letra A, por Rafael Fais. Leia mais



Simplesmente Chaplin
Os filmes “Tempos Modernos”, “O Garoto” e “O Grande Ditador”, por assim dizer, ‘resumem’ Chaplin: trazem a combinação da ingenuidade do personagem Carlitos com a perspicaz crítica de seu criador, somada aos valores da época em que foram feitos. Aliás, Chaplin punha sua visão política nos roteiros de forma bastante sutil. Linotipo, com Leandro Schallenberger. Leia mais



Sobre internet e postes de borracha
Casos de atitudes duvidosas em mídias sociais ocorrem porque as pessoas não sabem usar esses meios ou porque violam normas básicas de ética e bons modos? As fraquezas e dificuldades de empresas e veículos de comunicação são as mesmas de antes dessa parafernália toda surgir. Etc..., por Juliano Rigatti. Leia mais



Mãos de prosa
“Vivemos num mundo saturado de narrativas. Hoje, a própria vida cotidiana, íntima, quando nas redes sociais, vira uma história. Parte do papel que a literatura cumpria tá mesmo ocupado por cinema, TV, web... tudo é narrativa. O interessante é ver como a literatura tem reagido a isso.” Entrevista com Daniel Galera, por Lucas Colombo, Flávio Aguilar e Leandro Schallenberger. Leia mais



Cinenuanças
“A Rede Social” é o que chamo filme ok: bons atores, fotografia e montagem, mas sem diálogos ou cenas memoráveis. Isso não ocorre em “Maridos e Esposas” (1992), um pouco lembrado Woody Allen, que, com texto afiado, põe lupa sobre situações e conflitos triviais, para que notemos suas nuanças. Outro que sabia mostrar o humano era Chabrol. Palimpsesto, com Lucas Colombo. Leia mais



H.L. Mencken
Um dos mais polêmicos (e lidos) jornalistas americanos de todos os tempos, Mencken tinha no humor rebuscado sua arma demolidora. Nada era sagrado para ele. Escritores, religiões, o “American way of life” e o próprio jornalismo estiveram entre seus alvos. Expunha ao ridículo ideias e argumentos, com muito estilo, deixando uma série de artigos memoráveis. Etc..., por Moziel T.Monk. Leia mais



O uso crítico do senso crítico
O que vou escrever agora talvez seja uma novidade bombástica para muita gente envolvida em debates no Twitter ou em blogs: fechar-se numa igrejinha ideológica e lançar suspeitas de conspirações funestas e intenções macabras sobre quem discorda da, ou questiona a, teologia da sua seita particular não é exercer o senso crítico. É abster-se dele. Etc..., por Carlos Orsi. Leia mais



O bom, a bela e o “cara”
O “toca-disco”, dessa vez, é um “três em um”. Abordo aqui três intérpretes e compositores sobre os quais há tempos quero escrever: o violonista brasileiro Chico Pinheiro, a cantora e pianista canadense Diana Krall e o guitarrista americano John Pizzarelli. Todos elegantes, hábeis e apreciadores de boas canções, sem importar o gênero. Toca-disco, por Lucas Colombo. Leia e ouça



Bolívia: natureza-sociedade
Este ensaio é sobre a interface natureza-sociedade na Bolívia, país vizinho cujas beleza, diversidade e cordialidade me agradam muito. Mostro imagens das montanhas andinas, da região do Lago Titicaca, de plantas e animais nativos e de belas ruínas incas e pré-colombianas. Enquadramentos, por Leonardo Fleck.
Veja mais



Livro ou e-book: o duelo
Vou entrar nesse que é um dos debates quentes do momento. De lados opostos, estão os defensores do livro tradicional, a acreditar na manutenção das edições em papel, e os fãs de tecnologia, a crer numa total migração para e-books e na morte do meio impresso. Seguindo minha série "anti-apocalíptica", digo que, para mim, os dois suportes coexistirão. Linotipo, com Leandro Schallenberger. Leia mais



Bandini e a cidade proibida
Admirado por Bukowski e pelos beats, “Pergunte ao Pó”, de John Fante, é a obra-prima de um autor preciso na tarefa de gravar profundidade em uma história aparentemente banal. A busca pela fama como escritor do pobretão Arturo Bandini e sua relação com a garçonete Camilla são contadas por meio de uma prosa espontânea, crua e irônica. Redemoinho, com Flávio Aguilar. Leia mais



Sim, eu tenho preconceito
Tenho preconceito contra os cidadãos que nem sequer sabiam, dois meses antes da eleição, quem eram os candidatos a presidente. Contra quem se vale de um marketing da pobreza, culpa os outros por seus problemas ou adere ao “rouba, mas faz”. E nutro um declarado e saboroso preconceito contra quem insiste em pregar o orgulho de sua origem. Etc..., por Leandro Narloch. Leia mais



Discussão
Há no Brasil uma carência grande de discussão, de troca de argumentos de qualidade. Nosso senso comum não tolera opiniões fortes e contrárias a condutas nacionais e confunde debater com brigar. Mas é preciso discutir. Ideia também existe para ser questionada. Toda cultura necessita de conflito. / E ainda: o Instituto Cultural Inhotim, de MG. Palimpsesto, com Lucas Colombo. Leia mais



O propalado teatro do fim
Ouço pessimismo sobre o futuro do teatro. Não resistirá a outras formas de produção cênica, as mídias digitais o tornarão chato para o público, etc. É mesmo árduo atrair o espectador contemporâneo, que tem internet, cinema em 3D e televisores futuristas ao alcance. Mas é exagero decretar o ‘fim’. Essas ideias apocalípticas sempre caem por terra. Linotipo, com Leandro Schallenberger. Leia mais



Uma paranoia patológica
O famoso livro “Para Ler o Pato Donald”, de Ariel Dorfman e Armand Mattelard, apresenta os personagens dos quadrinhos de Disney como instrumentos de divulgação sub-reptícia da “ideologia capitalista americana”. É uma teoria conspiratória boba, que só mesmo os esquerdistas mais xiitas (e ultrapassados) podem levar a sério. Etc..., por Moziel T.Monk. Leia mais



Poemas, sachês e camisinhas
“Será que literatura não deveria voltar a ser briga de trânsito, com reações fortes? Falta passionalidade, se importar, fazer barraco. Tá tudo muito civilizado. Isso não indica amadurecimento, mas covardia.” Entrevista com Fabricio Carpinejar, por Lucas Colombo, Flávio Aguilar e Leandro Schallenberger. Leia mais



Português (politicamente) correto?
“Nessepaís”, o idioma anda tão maltratado quanto a paciência de quem acompanha política. Reclamar, porém, desperta a ira dos politicamente corretos. Para tal turma, criticar os erros de português alheios é “elitismo” – como se só ricos e diplomados falassem direito... Palimpsesto, com Lucas Colombo. Leia mais



Menos luz no fim do túnel
No ônibus para ir de Londres a Paris, via Eurotúnel, senti o atual contraste entre o Reino Unido e a França, no que tange ao problema social que os franceses enfrentam com os imigrantes. A maioria dos passageiros era desses imigrantes, pobres como o veículo em que estávamos. Paris é, por muitos, vivida à sombra de suas luzes e jardins. Vasto Mundo, por Flávio Aguilar (de Londres). Leia mais


Entrevista com um brasileiro
1. Você é mesmo um brasileiro típico?
- Com certeza! Sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor.
2. O que lhe faz ter orgulho do Brasil?
- Ah, muita coisa... Temos uma natureza exuberante, um povo cordial e pacífico, um cinema maduro e variado...
3. Bem, vamos por partes... O brasileiro é “cordial” em que sentido? Palimpsesto, com Lucas Colombo. Leia mais


Cultura no Underground
A impressão, ao ver os cartazes de filmes, livros, exposições e outros eventos culturais afixados nos trens londrinos, é a de que a cultura, aqui, é um mercado forte, com produtos vendidos e consumidos avidamente. São opções às quais brasileiro algum está acostumado. O Brasil, porém, têm espaço marcante entre essas várias atrações. Redemoinho, com Flávio Aguilar (de Londres). Leia mais


Muitas conexões
“Obama é o homem certo para estes tempos terríveis, mas ricos em oportunidades históricas. Os americanos e o resto do mundo devem se orgulhar da eleição dele. A tarefa agora é não ficar deslumbrado e julgá-lo por seu desempenho presidencial. Seu governo está em uma enrascada devido à grave crise econômica.” Entrevista com Caio Blinder, por Lucas Colombo. Leia mais


Viagem ao interior da China
Durante o rigoroso inverno chinês, fiz uma viagem de 12 dias pelo que chamo de “núcleo-duro” da China. Trata-se da região sentido norte-sul, entre os rios Amarelo e Yangtze. Saindo de Pequim, embaixo de neve, iniciei o roteiro por Beijing, com uma visita ao Parque Jingshan, situado atrás da Cidade Proibida. Vasto Mundo, por Márcia Schmaltz (de Pequim).
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