- Leandro Demori, de Roma
Votar no menos pior
Tenho um amigo que defendeu que “é ingênuo não escolher o menos pior” em vez de anular o voto. É um argumento e, como todo argumento, discutível.

Tenho um amigo que defendeu que “é ingênuo não escolher o menos pior” em vez de anular o voto. É um argumento e, como todo argumento, discutível.
Um jornal confessar um lado não é o mais importante. O maior problema é a tendência de muitos jornalistas de virar meros cabos eleitorais, guiando-se por posições ideológicas vinculadas a partidos e, assim, transformando a imprensa em uma extensão da banalização política.
Nem os candidatos novatos conseguem empolgar – até porque seguem a mesma linha de promessas vazias e frases feitas (“vou lutar por saúde, segurança e educação”) dos políticos experientes. Pelo jeito, sobrarão mesmo muitos votos para o time dos bumbuns, craques de bola, palhaços e cantores bregas.
Sempre com uma alegoria ou metáfora inteligente e hilária para soltar no meio do texto, Ruy faz citações e referências sofisticadas sem soar afetado ou esnobe, enquanto nos fornece uma torrente de informações. Tudo sem que nos cansemos ou percebamos, de tão leve e agradável que se torna a leitura.
Além de um conteúdo muito informativo, o ótimo doc Arquitetura da Destruição ainda apresenta uma interessante tese sobre os desvarios de Adolf Hitler: a organização nacional-socialista foi, também, um projeto "estético".