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    Português (politicamente) correto?


    Viver fazendo referências a Paulo Francis faz-me incomodar muita gente. Certa vez, um leitor, que não se identificava no email, mandou-me texto espinafrando-o, com a mesma deselegância pela qual o autor dos “Diários da Corte” deixava-se tomar em dados momentos (uma conduta justifica a outra?). Talvez achasse o anônimo que, por salientar as qualidades de Francis como jornalista e intelectual, eu não conhecesse seus defeitos. Mas admiro Francis pelas razões certas. Ele transmitia sua grande bagagem cultural por meio de uma redação coloquial e solta, acessível a todos, e exprimia suas opiniões de modo contundente e irônico, afiado, sem medo de dizer o que pensava – atitude rara nesse cordial Brasil, em que o consenso é mais valorizado do que o dissenso.

    Francis, morto em 1997, tinha, além disso, a capacidade (e a coragem) de, feito seus amigos e também mestres do jornalismo cultural Daniel PizaRuy Castro e Millôr Fernandes, ir de encontro ao que, nas últimas décadas, se convencionou chamar de “